Adivinhação e Autoconhecimento no Tarot: qual a diferença?

O Tarot é uma prática simbólica, mística e oculta que deixa muita gente com a pulga atrás da orelha. Imaginamos muito e conhecemos pouco sobre Tarot. Que tal conhecer melhor sobre os jogos de Tarot mais usados atualmente?

Quando o assunto é consultar um tarólogo, existem muitas dúvidas que pairam no ar. De fato, isso se deve aos diferentes tarólogos que usam jogos próprios. Também há muita fantasia e misticismo ilustrando essa prática: bola de cristal, gatos pretos, mesas brancas ou pretas, velas, roupas de cigano, incenso, simpatias e as próprias cartas em questão.

Claro que a decoração depende da vibe de cada tarólogo. A criatividade rola solta quando o assunto é Tarot. Concordo que uma mesa com flores e velas, bem decorada, deixa a consulta mais leve, mais alegre. Isso pode ajudar a pessoa a relaxar na consulta, porém, não é o mais importante. Antes de consultar um tarólogo, você deve saber qual é a abordagem que ele usa para interpretar as cartas. Isso sim, faz toda a diferença.

Existem dois estilos principais: a linha adivinhatória e a linha de autoconhecimento. É importante conhecer as duas para saber que tipo de conselhos você pode ouvir e até saber os riscos que cada uma pode trazer para a sua vida.

Conheça as duas principais leituras que você vai encontrar ao procurar por um tarólogo.

1) Tarot Adivinhatório

O Tarot é usado como forma de responder a uma dúvida ou uma situação complicada que enfrentamos e não sabemos como resolver. Procuramos tarólogos na esperança de saber algo que está vago, incerto à nossa visão, ou quando temos um problema muito “cabeludo” e não sabemos o que exatamente está acontecendo ou para onde devemos ir.

Para o Tarot Adivinhatório, somos apenas espectadores das nossas vidas. Tarólogos desta linha seguem o pensamento de que há um plano divinamente traçado que nos levará a um futuro inevitável e incontrolável. Ou seja, somos irresponsáveis pelos nossos atos e consequências. Há uma mão divina que toma conta de tudo, um controlador superior no comando da nossa história e tempo.

Sorte, azar, premonição e vontade ultrapassam nossa liberdade e não somos nada além de vítimas causais, bonecos na mão de um superior, sujeitos o tempo inteiro a responsabilidades dos outros ou a conflitos que não temos como escapar. Neste tipo de visão, somos sempre levados e “puxados” por forças maiores, como um pedaço de pau numa correnteza brava.

Numa sessão assim, o tarólogo adivinhatório poderá manipular uma pessoa com um “agouro” que ele afirma ver nas cartas e que deixará a pessoa sem escapatória, sem outra alternativa.Ele se baseia apenas no que acha que vê nas cartas e sem princípio nenhum, pode induzir um indivíduo a tomar uma decisão errada. Pode acontecer danos irreparáveis, usando uma suposta previsão. Normalmente, tarólogos adivinhatórios consideram-se videntes, psíquicos, médiuns ou paranormais. Todo cuidado é pouco com esse tipo de profissional.

No Tarot Adivinhatório, o consulente poderá sair da sessão com a certeza que é livre de seus atos, culpando e delegando responsabilidades, como se tudo no mundo estivesse nas mãos das “misteriosas mãos do destino”. A culpa de não dar certo no trabalho é que o patrão o odeia, o fracasso no casamento é obra de inveja, olho gordo e assim por diante.

Algumas perguntas frequentes numa sessão adivinhatória são:

– “como será a minha vida daqui um ano?”,

– “meu marido (esposa) está sendo fiel ao relacionamento?”,

– “vou acertar os números da loteria e ficar rico?”,

– “estou sendo traída (o)?”

– “como faço para me vingar de fulana (o)?”.

Caso suas dúvidas sejam parecidas com esses exemplos citados, você deve procurar por um tarólogo adivinhatório. O tarólogo desta linha pretende expor o futuro através de fatos que normalmente serão especulados, com probabilidades baseadas em achismos e suposições, sem nada pontual ou concreto.

2) Tarot Terapêutico

Dividido por tópicos, esclareço como funciona o Tarot Terapêutico através dos “Cinco Princípios do Tarot Terapêutico”. Esses princípios são baseados em textos dos três principais tarólogos contemporâneos: Aleister Crowley, Veet Pramad e o Alejandro Jodorowsky.

Os Cinco Princípios do Tarot Terapêutico

1. O Princípio da Responsabilidade

O que realmente importa ao ajudar o homem é ajudá-lo a ajudar-se; é fazê-lo agente de sua própria recuperação, é colocá-lo numa postura consciente diante de seus problemas.” Paulo Freire

Para o Tarot Terapêutico, somos senhores e criadores do nosso futuro. Destino nada mais é do que responsabilidade a longo prazo. O que você fez hoje está “costurado” com o amanhã e não há nada que possa mudar seu tempo, a não ser que você faça suas próprias mudanças. Se você quer boas mudanças, terá que fazer boas escolhas. As escolhas e para onde elas podem te levar dependem somente de você. Você é o seu capitão, condutor e guia.

Existe um dispositivo mental que todos podemos acessar chamado consciência. Quando precisamos evoluir, percebemos interiormente uma necessidade. A partir de atitudes práticas vindas da vontade e autonomia em decidir, mudamos nossa direção e consequentemente nosso futuro. Assim, nossa capacidade de transformar a vida (dependendo da ação transformar várias vidas), é diretamente proporcional à nossa consciência, vontade e atitude.

Tarot Terapêutico é uma ferramenta para despertar a consciência e ajudar as pessoas a colocar a mão na enxada, ou seja, serve para ajudar a assumir a responsabilidade de nós mesmos, enxergando as potencialidades e limitações para assumirmos o controle de determinado fato. É através do enfrentamento que somos fortalecidos.

2. O Princípio da Liberdade

À noite, pedi a um velho sábio que me contasse todos os segredos do universo. Ele murmurou lentamente em meu ouvido:– Isto não se pode dizer, isto se aprende.” Poesia Sufi

Liberdade e responsabilidade caminham juntas. O Tarot Terapêutico estimula a enxergarmos melhor uma determinada situação e desperta a vontade de mudar. Ajuda a enfrentar os medos e dificuldades que nos impedem de resolver nossos problemas.

Quando usamos nossa liberdade para assumirmos nossas culpas, percebemos que na verdade não há culpa, não há culpados e nos liberamos de fardos e falsas crenças. Tomamos consciência de que tudo o que acontece, para bom ou para ruim, é uma oportunidade de enriquecimento pessoal e profundos aprendizados.

Claro que há fatos imutáveis, como o lugar e as circunstâncias que nascemos por exemplo, mas podemos mudar a forma de ver e de lidar com tudo.

Tarot Terapêutico estimula e “dá uma forcinha” para alcançarmos o nosso maior potencial, mas tudo isso depende da nossa liberdade de ação, de como aplicamos nossa vontade e principalmente, nos ensina que para chegarmos a qualquer lugar, é só usar as nossas duas melhores amigas: a perna direita e a perna esquerda.

3. O Princípio da Dualidade

“Tudo é relativo, salvo o infinito.” Duque de Lévis

Nada é uma verdade absoluta. No Tarot Terapêutico, não é possível opinar, doutrinar e formar opinião.

Diante desse princípio, nossa realidade difere em tempo e espaço, é exponencial, ou seja, sempre vamos lidar com diversas causas que tomam forma de bem e mal para nós mesmos, diante do nosso parâmetro pessoal de interpretação. Assim, no Tarot, podemos ajudar uma pessoa a enfrentar e enxergar melhor seus próprios padrões de bem e mal, bonito e feio, mas nunca apontar uma verdade como sendo única e irrevogável.

Uma sessão de Tarot não é muito diferente de uma sessão com um profissional de Saúde. Se estamos com um problema que está nos deixando doentes, vamos procurar a cura e de preferência vamos sanar a causa, para não ficarmos enfermos novamente.

O tarólogo, como um médico, irá encaminhar a pessoa, através de conselhos, a melhorar hábitos, aperfeiçoar talentos, fazer exercícios, observar as expectativas pessoais e, acima de tudo, estimular a nos conhecermos melhor, com nossas qualidades e limitações.

Posso dizer então, que uma consulta de Tarot Terapêutico é um serviço à saúde integral.

Vale lembrar que a ética e o sigilo fazem parte desse princípio.

4. O Princípio da Resistência

“Desejo eu aos que me interessam o sofrimento, a solidão, a enfermidade, as perseguições, o opróbrio. Desejo que conheçam o profundo menosprezo de si próprios, o tormento da sua desconfian­ça, a angústia da derrota. E não os lastimo, pois que lhes desejo a coisa única capaz de demonstrar se valem ou não: a resistência!” Friedrich Nietzsche

O principal obstáculo para atingir a realização em qualquer aspecto da vida somos nós mesmos, isto é, nossas resistências a mudar  crenças, mentalidades, vícios prejudiciais e comportamentos limitantes.

A resistência pode ser a principal barreira diante de um problema, e ela fará com que sempre tenhamos os mesmos problemas, sem resolvê-los. Por outro lado, a resistência aliada à perseverança será uma alavanca para superar dificuldades e por fim, criará uma resistência positiva. Em outras palavras, podemos criar “elasticidade psicológica”, resiliência e abertura para mudanças.

No Tarot Terapêutico, o profissional aponta métodos construtivos para trilhar o caminho de recuperação e encontrar dentro dos nossos recursos psíquicos, a força que precisamos e os meios que podemos alcançar metas desejadas. Ao resgatarmos segurança e vontade positiva, podemos partir naturalmente para a ação.

5. O Princípio da Felicidade

“A felicidade e a fortuna são questões de escolha e não de sorte.” Osho

Todos temos o direito de sermos felizes e adotarmos um estilo de vida completamente feliz e satisfatório, com alegria, amor, afeto e segurança. Ninguém consegue alcançar esse pleno estado isolado, sem poder contar com alguém.

No Tarot Terapêutico, enfatizamos a qualidade e a raridade das relações, incentivando a pessoa que para se relacionar bem com alguém, ela primeiramente precisará estar bem com ela mesma, cultivando todos os dias o amor próprio, o auto cuidado, o perdão e o otimismo.

Aconselho amorosamente as pessoas, e acima de tudo, ajudo a entender melhor a dinâmica das relações, sejam elas, íntimas, amorosas, de trabalho ou familiares.

Relacionamento também é sinônimo de liberdade mútua, concordância e harmonia. É necessário escolher e deixar ser escolhido, deixar e permitir ser deixado, trazer para perto e também desapegar, sem dores, mágoas ou ressentimentos.

Procuro trabalhar aspectos de relacionamento e oferecer apoio em momentos de aflição mas, sobretudo, enfatizo que vivenciar qualquer situação dolorosa ou feliz, com sentimentos “bons” ou “ruins”, é uma questão de escolha e aceitação.

Espero ter esclarecido como funciona o Tarot Terapêutico.

Para maiores dúvidas e esclarecimentos, me escreva através do site ou da minha página no Facebook. Adoro receber perguntas e acima de tudo, ter boas conversas sobre o belo universo do Tarot e da Astrologia.

Agradeço. Namastê.

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